Não se trata depressão sem fé!

Não se trata depressão sem fé!
Existe uma ideia que, em algum momento, você provavelmente já ouviu: de que a depressão seria, no fundo, uma “falta de fé”. Para mim isso soa mais como uma acusação. Como se a responsabilidade estivesse toda na pessoa. Se falta fé, então bastaria acreditar mais. Mas, na prática, a vida não é tão simples assim.

Antes de tudo, vale a pena entender o que estamos chamando de fé aqui. Fé não precisa, necessariamente, ter a ver com religião. Podemos pensar fé como confiança. Confiança de que algo pode mudar. Confiança de que eu consigo sair disso. Confiança de que existe algum futuro possível pela frente. E, nesse sentido, a fé realmente tem um papel importante, porque ela afeta diretamente a forma como a gente age. Se eu acredito que nada vai dar certo, por que eu tentaria? Se eu não vejo possibilidade de melhora, qual seria o sentido de insistir? 

A depressão entra justamente nesse ponto. Um dos componentes mais centrais dela é a desesperança. Aos poucos, a pessoa vai parando de acreditar. E isso não surge do nada. Perdas, estresse, relações difíceis, ambientes pouco reforçadores… tudo isso vai contribuindo. A falta de esperança e o humor deprimido levam a menos contato com coisas que antes faziam sentido, que por sua vez aumentam ainda mais a desesperança e o humor deprimido. Um ciclo que vai se retroalimentando.

E é por isso que a solução está longe de ser simples, como em um filme da Disney. Envolve trabalho. Envolve exposição. Envolve questionar crenças e visões de mundo. Envolve, muitas vezes, se colocar em contato com coisas que já não parecem fazer tanto sentido assim. Nesse contexto, a fé deixa de ser algo puramente metafísico e passa a se parecer muito mais com um exercício de ação. 

Pequenos movimentos que, isoladamente, parecem pouco… mas que começam a reabrir espaço para novas experiências.

A ideia, então, não é exigir que a pessoa volte a acreditar de imediato, mas construir, aos poucos, condições para que essa confiança volte a aparecer. Mesmo que seja pequena no começo. Mas, às vezes, já suficiente para dar o próximo passo.

Sou o psicólogo Tiago e, se você sentir que posso te ajudar com isso, agende uma consulta comigo. 

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