Sobre emoções e desenvolvimento

Sobre emoções e desenvolvimento
Desde o nascimento o ser humano já expressa emoções: chora, ri, se assusta, fica com raiva, etc. Ao longo do desenvolvimento, a criança aprende a reconhecer o que gera em si determinados estados emocionais que passa a vivenciar. Com o tempo, aprende a reconhecer os sentimentos das outras pessoas, e que em certos contextos não pode expressar algumas emoções, devendo reprimi-las ou alterar seu estado de humor. As competências desenvolvidas nesse sentido são consideradas componentes de um constructo psicológico denominado regulação emocional. Ela se trata, em síntese, da capacidade de monitorar e discriminar as próprias emoções e as dos outros, e usar essas informações emocionais para guiar os pensamentos e as ações em si e nos demais.

Por meio da relação com o contexto social imediato (família) e ampliado (amigos, escola, etc), a criança desenvolve estratégias para expressão das emoções e interação com outras pessoas. Portanto o desenvolvimento socioemocional ocorre de maneira diretamente relacionada ao ambiente em que a criança se encontra. 

As experiências durante o desenvolvimento emocional são importantes para a maturidade afetiva do indivíduo. Se, nas interações sociais, a criança foi levada a desenvolver segurança, o desenvolvimento emocional será mais maduro, as vivências de raiva e angústia tenderão a diminuir, e a criança utilizará estratégias de enfrentamento baseadas na resolução de problemas. Por outro lado, se a criança sente que tem pouco controle das emoções e foi levada a desenvolver insegurança, haverá maior distanciamento social, mais expressões de medo e menor vivência de estados positivos como alegria. Falhas no desenvolvimento sócio-emocional podem levar as crianças a desenvolver maior propensão a problemas como baixo desempenho escolar, e até mesmo outros aspectos na adolescência e na idade adulta, como consumo de drogas, delinquência, problemas no trabalho e psicopatologias. No entanto, crianças que desenvolvem as capacidades emocionais de maneira segura tendem a demonstrar melhores interações sociais, saúde mental e resiliência. 

Como a nossa sociedade está ensinando as crianças a sentir? 

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